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ANÁLISE #2: Shadow of the Tomb Raider (sem spoilers)

15.9.18 Add Comment

Visual: 9,5/10 | Áudio: 9/10 | Jogabilidade: 9,5/10 | Roteiro: 8,5/10
NOTA FINAL: 9/10

Completei toda a campanha de Shadow of the Tomb Raider e, antes de começar a análise, gostaria de dar dois recados:
1) Muito obrigado à Crystal Dynamics por permitir que jogássemos o jogo antes do lançamento, para podermos fazer essa análise antecipada para vocês. Apesar disso, o artigo é sincero e não tem nenhuma influência da empresa.
2) É muito difícil fazer uma análise desse jogo, uma vez que também somos fãs e não podemos nos deixar levar pela paixão.

Mas vamos lá para a análise baseada em tópicos que acho importante:

Parece um Tomb Raider clássico?


Vou começar por esse ponto, por ser uma grande preocupação para muitos fãs e talvez vá mudar a forma como veem esta análise.
Dentro desta nova proposta de origem, este com certeza é o jogo mais parecido com os clássicos. Não estou falando em ter uma roupa igual aos jogos antigos, mesmos inimigos ou pistolas duplas (não confirmo nem descarto nenhuma dessas coisas em Shadow), mas falo sobre a sensação ao jogar:
  • Temos a Lara mais confiante até agora, apesar dos riscos, ela gosta de estar nesses lugares perigosos e não exita em nenhum momento.
  • Enigmas, vão encontrar muitos enigmas (não só nas tumbas opcionais), esses são os mais parecidos com os jogos clássicos, temos que resolver jogos de luz em espelhos, puxar uma alavanca e voltar correndo desviando de armadilhas e encontrar combinações para portas, cometer um erro nesses enigmas, pode ser mortal.
  • Tumbas, o jogo tem muitas tumbas, cavernas cheias de cadáveres, ambientes escuros iluminados com fogo, salas cheias de armadilhas e espaços abandonados.
Para ter a melhor experiência de um Tomb Raider Clássico, jogue na dificuldade sem dicas para enigmas ou escaladas, assim você não tera nenhuma dica de o que fazer ou para onde ir e vai ficar preso um bom tempo em algumas salas, assim como acontecia nos clássicos.


História



Como sabemos, esse jogo é o final da história do surgimento da Tomb Raider. Os dois primeiros títulos foram escritos por Rhianna Pratchett, em Shadow o roteiro ficou nas mãos de Jill Murray. Ambas fizeram um trabalho excelente dentro do momento de cada jogo, agora com o fim do começo, Jill escreveu a historia com a Lara mais madura da Trilogia.
Dessa vez o objetivo de Lara vai muito além de salvar alguém ou ir em busca de um objeto, desde o início do jogo até sua conclusão, Lara precisa tomar decisões, ela não tem apenas que seguir em frente, precisa escolher que caminho tomar, suas açoes tem consequências, o que traz um peso emocional muito grande. A história varia entre situações de determinação, tristeza, esperança e até momentos sombrios.
Tomando cuidado para não dar spoilers podemos dizer que a história tem uma conclusão e não deixa pontas soltas, como aconteceu nos títulos anteriores.


Jogabilidade



A jogabilidade é bem parecida com a de Rise, o que não é ruim, uma vez que a plataforma de Rise funciona muito bem, não existem motivos para muda-la. Mas se engana quem pensa que o jogo é só um Rise melhorado, a forma de exploração dos cenários, resolução de enigmas e ataque aos inimigos é bem diferente. Temos mais técninas de ataque em stealth, como camuflagem com lama e matar dois inimigos com faca simultaneamente, temos mais habilidades debloqueáveis e recursos, como frutas que desaceleram o tempo para facilitar a mira ou mostram onde estão os inimigos.
Com certeza a possibilidade de nadar livremente é algo muito aguardado e foi executado de forma excelente nesse jogo, o nado é realmente livre e fluído (não causa aquele tédio das famosas fases aquáticas chatas de alguns jogos). A água é utilizada não só para ir de um ponto a outro, dentro dela temos muitos segredos para explorar, partes de enigmas para solucionar e inimigos aquáticos e terrestres para atacar ou fugir.
Além disso, agora temos movimentos com cordas, que permitem correr pelas paredes ou se pendurar nelas ou no teto, com isso a exploração que era mais horizontal, será feita de todas as formas possíveis.



Continuamos com o esquema de desbloquar habilidades conforme vamos ganhando experiência e utlização de itens do ambiente para construir flechas, remédios, melhorar equipamento e agora também fazer roupas. Isso é ótimo, traz um tom de realidade ao jogo e exige que nós exploremos mais o cenário e missões paralelas, seja para conseguir habilidades ou buscar recursos.
Adicionaram também um modo fotográfico no jogo, com ajustes de imagem e filtros, esse modo é super bem vindo para podermos tirar fotos incríveis dos lindos cenários do jogo. Inclusive, podemeos escolher as expressões de Lara, o que é bem divertido.

Enigmas e Tumbas



Um ponto muito explorado e divulgado desse jogo foram as Tumbas e Enigmas e com certeza temos várias em Shadow. Não só Tumbas Opcionais, no modo história passamos por várias também e precisamos pensar bastante no que vamos fazer, consultar documentos e explorar o ambiente para pensar quais são nossas opções, só ir apertar um botão aleatoriamente para tentar abrir algo nao vai funcionar, inclusive, isso pode ser mortal. Errar uma combinação de códigos, pode jogar Lara eu uma piscina de cobras venenosas mortais, então pense bem no que esta fazendo.
Os enigmas são variados, exigindo que você empurre objetos, busque códigos, empurre alavancas, faca combinações de luz, prenda objetos, suba em plataformas e escape de armadilhas, ficar tentando refletir a luz de um espelho em algum lugar aleatoriamente até fazer a porta abrir, com certeza não vai funcionar.

O jogo traz a opção de escolher a dificuldade dos enigmas e da escalada, o que muda MUITO a experiência. Por exemplo, se você escolher a dificuldade de escalada fácil terá manchas brancas por onde pode escalar, então será muito mais fácil avançar, a dificuldade dos enigmas é o mesmo, uma vez que seleciona a dificuldade fácil, os objetos que devem ser utilizados ficarão em destaque, inclusive, Lara dará dicas de como resolver os enigmas. 



Ou seja, não adianta querer tumbas desafiadoras como nos jogos clássicos e jogar na dificuldade de exploração fácil
Se você quer uma experiência como nos jogos clássicos, escolha a dificuldade de enigmas e escaladas difícil (a de combate nao interfere nisso). Mas, se você prefere seguir em frente no jogo sem problemas com os enigmas, não tem problema, é só mudar a opção para o fácil.


Ambientes



Sendo Tomb Raider um jogo que exige muita exploração, o ambiente é extremamente importante, nesse jogo encontramos os ambientes mais bonitos já apresentados. A história se passa em grande parte durante o dia e no meio da floresta ou de civilizações antigas, isso permitiu que o jogo seja muito colorido. A beleza dos ambientes é ressaltada com a iluminção do sol ou das chamas, quando estamos em tumbas. A água que era coadjunvante nos ambientes até agora, em Shadow é um espetáculo a parte, temos águas azuis e cristalinas que são belíssimas, ou aguas verdes/amarronzadas e turvas como vemos nas fotos da Amazonia, que combinam muito bem com o cenário.
Enquanto andamos nas florestas com folhas verdes vibrantes, vemos macacos e pássaros nos observando, além de sapos, coelhoes, aranhas, porcos, jaguares, lobos e lhamas. Buscar as tumbas opcionais ou realizar missoes paralelas no meio desses ambientes é extremamente gratificante.


Conclusão

Sendo um fã, é muito difícil dar uma nota para esse jogo, que nos encanta de tantas formas. O jogo não é perfeito, claro,  então seguem os pontos fortes e fracos mais importantes.

Prós
Ambientes muito bonitos
Opção de dificuldade de escalada e solução de enigmas
Mais tumbas, enigmas e armadilhas
História menos linear
Modo Fotográfico

Contras
Campanha principal poderia ser um pouco mais longa
História ainda depende muito da leitura de documentos, alguns arcos importantes foram concluídos com duas frases



Estamos ansiosos para voces jogarem Shadow of the Tomb Raider, assim que terminarem venham e nos contem o que acharam.

ANÁLISE #1: Shadow of the Tomb Raider (sem spoilers)

12.9.18 Add Comment

Visual: 9/10 | Áudio: 10/10 | Jogabilidade: 8/10 | Roteiro: 8/10
NOTA FINAL: 8,5/10

Prós:
Trama bem construída e ramificada / Grande beleza visual / Excelente trilha sonora /
Modo furtivo funcional / Foco na exploração

Contras:
Enredo comum / Combate ainda precisa ser melhorado / Modo de rapel nem sempre
funciona bem / Roteiro não trabalha personalidade de Lara Croft

O FIM DO INÍCIO


Há cinco anos atrás, uma das franquias de videogames de maior sucesso iniciava uma nova e ousada jornada. Sob o título Tomb Raider, o nono jogo da franquia principal recomeçava toda a história e apagava tudo aquilo que conhecíamos da famosa arqueóloga . Neste reinício, uma Lara Croft inexperiente precisa usar suas habilidades de sobrevivência em uma ilha mítica cheia de desafios, sendo levada ao limite de suas motivações. O resultado: um dos jogos mais premiados da franquia, se tornando um grande sucesso de público e crítica.

A sequência, Rise of the Tomb Raider, funciona como uma espécie de transição da Lara Croft inexperiente para uma protagonista mais madura e determinada (cega em suas vontades). Neste, é notável a melhoria dos gráficos e de sua jogabilidade - que se torna aqui mais completa. Porém, é de se perceber que segue-se os mesmos moldes de trama e mecânica de seu antecessor. No enredo, Lara fica obcecada em desvendar os maiores mitos da humanidade e numa corrida contra a organização Trindade, ela se vê dividida entre satisfazer suas próprias determinações ou impedir que a organização faça uso da imortalidade em questão.

O MAIOR JOGO DA FRANQUIA?

Para terminar esta trilogia de origem, foi-se mais além. Shadow of the Tomb Raider não só finaliza esta nova etapa da história de Lara Croft, como também serve para trazer um novo estilo à franquia. Ao contrário dos anteriores, a produtora Crystal Dynamics agora atua apenas como um meio de suporte, deixando que o desenvolvimento principal ficasse nas mãos da Eidos Montréal. Esta investiu fortemente no jogo, tornando-se o maior projeto da produtora até então.


O resultado é visível: temos aqui o maior e mais bem elaborado jogo da franquia. Enquanto que os outros dois focassem no combate, na história de origem da personagem e na sobrevivência, este vai muito mais além, focando na exploração e numa trama ramificada, que deverá culminar em uma decisão pessoal de quem Lara Croft deve se tornar. Possuindo os maiores hubs da franquia, é fácil se perder em tantos elementos passíveis de exploração, com missões e tumbas secundárias, relíquias e documentos interessantíssimos espalhados em todos os grandiosos cenários. Tudo isso, sem deixar de lado o crescimento interno da protagonista.

CONFLITOS INTERNOS E EXTERNOS

Afinal, quem é Lara Croft e o que suas experiências mortais a fizeram se tornar? Uma arqueóloga fria e calculista, que é capaz de fazer o que for preciso para atingir os seus objetivos? Em Shadow of the Tomb Raider essas perguntas são feitas à todo tempo. Existem conflitos internos nessa Lara, questionando-a sobre quem ela deveria se tornar. Enquanto que em Tomb Raider (2013) ela se vê como uma sobrevivente e em Rise of the Tomb Raider como uma pessoa focada em um só objetivo, neste ela tentar consertar alguns de seus erros, mas pende para o seu lado vingativo - ficando nessa montanha-russa de sentimentos e até de personalidade. Para que o público se simpatize com ela, conhecemos mais do seu passado e de sua problemática família (os momentos na Mansão Croft são bem especiais). Seu pai continua sendo o centro do desenrolar da história, num enredo que muito se assemelha ao do primeiro filme baseado nos games, Lara Croft: Tomb Raider (2001). Os diálogos estão mais maduros e centrados nos personagens, aproximando-nos também de Jonah - que aqui está ainda mais carismático.


É impossível deixar de mencionar o crescimento de Camilla Luddington (Lara Croft) como atriz. Neste jogo, ela está ainda mais expressiva e seus diálogos com seu amigo Jonah (Earl Baylon, que também se supera aqui) trazem pesos significativos em suas ações. É visível que a atriz se entregou de corpo e alma ao papel, dando vida à Lara Croft mais complexa da franquia (e, também, a mais feroz da trilogia). A versão brasileira infelizmente não chega no mesmo patamar, trazendo problemas de sincronia com o vídeo. Em alguns momentos o ritmo das falas não condizem com a cena, acabando com a emoção e o peso de alguns diálogos. Por esses problemas, a dica é jogar no áudio original, com legendas em nosso idioma (que foram muito bem traduzidas).


No desenrolar da jogatina, percebemos que não só a protagonista tem conflitos, mas a maioria dos personagens e cidades que conhecemos. A belíssima cidade oculta Paititi te leva à uma experiência única, repleta de segredos e missões secundárias, que ramificam o enredo e trazem aprofundamento da cultura e costumes locais. A grandiosidade da produção, então, fica exclusiva à esta cidade. Enquanto que a campanha principal é bem curta e outros cenários possuem locais limitados e bem lineares, a Cidade Oculta abriga grandes momentos do enredo e explora o máximo de seu elevado nível gráfico, transportando-nos em uma trama interessantíssima e nunca vista antes em toda a franquia.

GRÁFICOS MELHORAM, LARA CROFT É MODELO E NÓS FOTÓGRAFOS


Os gráficos de "Shadow" melhoraram desde Rise of the Tomb Raider, mas não espere uma melhora tão significativa. A diferença é que o novo jogo não só traz cenários grandiosos e minuciosamente elaborados, como também possui ambientes claustrofóbicos e bem escuros. Essa escuridão, aliás, pode incomodar em alguns pontos, onde fica bem difícil seguir jogando sem enxergar quase nada (a lanterna de Lara acende-se automaticamente e não manualmente pelo jogador - como acontece em Tomb Raider: Legend, por exemplo. A iluminação, de qualquer forma, é fabulosa, explorando ao máximo os contrastes da luz solar, do fogo se mexendo, das sombras e do reflexo em locais molhados.

Um dos recursos mais interessantes é o Modo Fotográfico (Photo Mode), que permite explorar e capturar momentos belíssimos durante o jogo. Nele, é possível movimentar o campo de visão, alterar a profundidade da imagem, adicionar filtros, mudar a expressão facial da Lara e vários outros recursos, que te darão a oportunidade de participar de um concurso feito pela produtora ou apenas guardar seus momentos preferidos.

VELHOS HÁBITOS RETORNAM E NOVOS SURGEM


A melhor decisão feita para o último capítulo desta trilogia é, sem dúvidas, sobre a configuração dos modos de dificuldade. É possível personalizar ao gosto do jogador o nível de dificuldade do combate, da exploração e dos enigmas (estes bem presentes neste capítulo). Pensando que, no modo de combate, o furtivo (existe uma gama de ataques muito maiores e extremamente divertidos) é o mais funcional, já que os momentos de ação e combate nesta trilogia nunca foram dos melhores, é interessante escolher deixá-lo no modo "fácil" ou "normal", focando-se mais no explorar e no desvendar dos enigmas. Neste modo, é muito fácil comparar aos jogos clássicos, o que por si só já é um grande ganho para os fãs de longa data.

Outra adição muito bem vinda é a do modo "rapel". Afinal, quem é que não gosta de descer numa corda e se balançar para atingir plataformas mais distantes? Quase ninguém, mas vale a lembrança... Desde muito antes, os fãs já estavam acostumados com a possibilidade de escalada com cordas, que ficou mais elaborada em Tomb Raider: Legend. Em Shadow of the Tomb Raider, porém, é visível que há muito o que melhorar neste quesito, já que em muitos momentos, a personagem não obedece os comandos do jogador, levado à morte certa.


Ambientes subaquáticos agora são maiores e apresentam ameaças reais. A furtividade também é explorada debaixo d'água, quando enfrentamos cardumes ferozes de piranhas, das quais é preciso se esconder para não ser devorado em instantes. A claustrofobia também é muito presente nestes cenários e trazem momentos extremamente tensos.

As habilidades de Lara Croft estão mais complexas e são atualizadas de muitas formas distintas. Somando pontos de experiência (XP), se obtém pontos de habilidades necessários para desabilitar novidades no combate e na exploração, como acontece nos anteriores. Mas não para por aí. Nos pontos de acampamento, é possível alterar a roupagem da Lara, cada qual com elementos que trazem melhorias nessas habilidades. Essas melhorias também são adquiridas em comerciantes espalhados pelos ambientes principais e também podem ser moldadas por nós mesmos, com elementos encontrados nos cenários.

ARTE PARA OS OLHOS, MÚSICA PARA OS OUVIDOS



Enquanto que o visual nos deixa admirados, os efeitos sonoros dão conta de nos transportar para dentro de seu ambiente. A trilha sonora, desta vez composta por Brian D'Oliveira, tem elementos tribais e batidas com uma energia tão intensa, que se ouvi-las posteriormente é impossível não se lembrar dos melhores momentos do jogo. São faixas que se encaixam perfeitamente ao enredo e merecem ser ovacionadas pela complexidade e regionalidade colocada em cada nota. As músicas regionais colocadas nos cenários do Peru foram muito bem escolhidas.

O MELHOR JOGO DA TRILOGIA?


Vemos aqui uma Lara Croft mais destemida, feroz e que acredita mais em seu potencial, possibilitando-nos um frescor de novos movimentos e habilidades para explorar e apresentando alguns dos momentos mais icônicos da franquia. Mesmo com um enredo já bem conhecido pela base de fãs, com um final fraco e um pouco decepcionante, a trama bem elaborada, suas pequenas histórias ramificadas, os grandiosos cenários e os vários elementos de exploração são essenciais para apresentar o maior jogo desta trilogia de origem e, não fosse o roteiro, possivelmente o melhor. Infelizmente, não vemos uma Lara Croft 100% decidida e sua personagem não é tão bem trabalhada quanto no primeiro reboot. A esperança de ver a velha arqueóloga futuramente deve ficar cada vez mais distante...

Jogo analisado na versão para Playstation 4, com cópia cedida pela Square Enix.

Análise | Tomb Raider - A Origem

14.3.18 Add Comment

A arqueóloga Lara Croft sempre foi um dos maiores ícones do mundo dos games e, desde a sua estreia na mídia em 1996 com o jogo Tomb Raider, ganhou o coração do público, sendo considerada a “musa dos games” por muitos, enquanto influencia gerações. O sucesso foi tão grande, que a personagem, com suas belas curvas e uma destreza fora do comum, estampou diversas capas de revistas, foi garota-propaganda de inúmeras ações publicitárias e, lógico, ganhou as telonas em 2001. Angelina Jolie, que já atraia os holofotes com prêmios e notório reconhecimento como atriz, aceitou o desafio de adaptar a forte protagonista, o que rendeu ainda mais notoriedade por seu desempenho físico, chegando a ser aclamada como uma das maiores estrelas de filmes de ação. Mesmo com uma produção tão mediana, o sucesso foi grande, o que rendeu uma sequência que acabou não agradando ao público e se tornou um fracasso de bilheteria. O mesmo acontecia com os jogos da franquia, que já não traziam mais novidades. Com isso, se fez a necessidade de restabelecer a personagem em um estilo que atraísse mais jogadores e que trouxesse um ar de novidade aos fãs de longa data.

Em 2013, a produtora dos games lançava o divisor de águas da franquia. O jogo, intitulado “Tomb Raider” (como o original de 1996), reiniciava a história da personagem e mostrava uma Lara Croft mais humanizada, utilizando seus instintos para sobreviver a um ambiente inóspito de uma ilha perdida no Mar do Diabo. O novo Tomb Raider é, então, aclamado pela crítica, estreando em primeiro lugar em diversas lista de vendas no mundo todo. Logo, produtoras de cinema começaram a sondar a possibilidade de realizar uma nova adaptação da franquia. O que realmente foi colocado no papel com o lançamento do segundo videojogo desta nova versão. A história nos cinemas, porém, seria bem diferente da que vimos em 2001.


Tomb Raider – A Origem traz a ganhadora do Oscar Alicia Vikander no papel de uma Lara Croft mais jovem. Filha do excêntrico arqueólogo Richard Croft (Dominic West), que desaparece ainda na adolescência da jovem, a herdeira não possui qualquer propósito para seu futuro e ganha a vida fazendo entregas de bicicleta nas ruas de Londres. Determinada a forjar seu próprio caminho, ela se recusa a tomar as rédeas do império global de seu pai com a mesma convicção com que rejeita a ideia de que ele realmente se foi. Aconselhada a enfrentar os fatos e seguir em frente depois de sete anos sem seu pai, Lara busca resolver o misterioso quebra-cabeças de sua morte, mesmo que nem ela consiga entender a sua motivação. Deixando tudo para trás, ela parte em busca do último destino em que ele foi visto: um lendário túmulo em uma mítica ilha localizada no traiçoeiro Mar do Diabo. Na Ilha de Yamatai, Lara é obrigada e testar seus maiores limites e deverá usar de sua inteligência para sobreviver.


O filme é basicamente uma corrida contra o tempo – com um ritmo bem veloz -, resultando em inúmeras perseguições e acrobacias que desafiam a lei da física. O desenvolvimento da personagem, que começa de maneira certeira, acaba sendo deixado de lado no decorrer do seu enredo e, com isso, temos aqui apenas mais uma aventura de ação descompromissada. Mesmo embaladas com uma trilha sonora formidável e tendo momentos bem empolgantes, algumas cenas de ação (todas presentes no trailer - atrapalhando a novidade de quem assistiu os vídeos) sofrem com edições por vezes ruins - o que acaba incomodando de certo modo. O ritmo frenético do filme e os diversos quebra-cabeças nas tumbas, porém, diminuem essa sensação, deixando o espectador curtir o seu próprio momento.


Logo de início, percebe-se a influência dos dois jogos da nova trilogia na história do filme, que segue seu próprio rumo. A fidelidade ao material original é bem parcial, já que vemos a mesma trama, contada de maneira diversificada. A Lara de Vikander é mais rebelde e talvez mais "divertida" ao público. Não espere ver os conhecidos amigos e inimigos da protagonista (Daniel Wu não interpreta uma versão oriental de Conrad Roth e Mathias não é aquele que conhecemos), nem o mesmo destino ao seu pai (este que pode não agradar muito os fãs). Até a lenda da Rainha Himiko sofreu certas alterações, o que não atrapalha na trama que os produtores decidiram seguir para o filme - ficou até mais interessante. As cenas tiradas dos jogos não seguem o mesmo contexto do original. São apenas eatser-eggs presentes para que nós, fãs, pudéssemos entender as referências e ter o gostinho da sabedoria durante a projeção. A única vez em que Lara usa o arco-e-flecha pode deixar os fãs querendo mais (a cena é bem rápida e não empolga tanto quanto deveria). Armas de fogo? Esquece...


O roteiro segue uma história bem linear e não deixa pontas soltas, mas carece de profundidade. As determinações de Lara são pouco exploradas, limitando-se apenas à procura por seu pai, em uma relação pai-e-filha que pouco funciona. Falta aquela carga dramática para envolver o espectador. O carisma de Vikander é o que realmente salva a produção. A atriz se mostra digna para o papel e traz uma certa inocência que a personagem precisa para que a trama se sustentasse. Ela transmite a dor, o desespero e a confusão momentânea em suas ações. Seu desempenho físico também merece destaque, já que a atriz oferece grande credibilidade em cenas mais exigentes.



Iniciando uma nova franquia cinematográfica, Tomb Raider – A Origem mostra que tem o título tem grande potencial para atingir novos patamares. O filme é divertido, empolgante e mostra uma força feminina necessária ao público. Mas assim como essa nova Lara Croft, a nova franquia tem muito o que aprender...


Veja uma lista de análises para Tomb Raider

25.2.13 Add Comment
Para que todos vocês possam acompanhar o desempenho de Tomb Raider nas críticas por todo o mundo, a equipe do Lara Daily publica uma lista dos principais reviews do game, juntamente com as notas e links - quando tiverem - para as críticas.

A lista será atualizada à cada nova review. Fiquem ligados.

• Games Master (Revista) – 90/100
• IGN – 9.1
• GTTV – 8.5
• Destructoid – 8.5/10
• Eurogamer – 8/10
• OPM – 8/10
• Kotaku – ‘Yes’ (quer dizer que o game deve ser comprado)
• OXM – 8,5/10
• OXM UK – 8/10
• CVG – 9/10
• Telegraph – 5/5
• Polygon – 9/10
• Gamespot – 8.5/10
• Digital Spy – 5/5
• Gametrailers – 8.5/10
• HardGame2 (Spain) – 9.5/10
• VaDeJuegos (Spain) – 5/5
• GameInformer – 9.25/10
• Meristation – 8.9/10
• 3DJuegos – 9.4/10
• Vandal – 9/10
• Hobbyconsolas – 93/100
• Edge – 8/10
• Gamereactor – 8/10
• NowGamer – 8.8/10
• Metro – 8/10